• ControlSoft

Novo Plano Safra pode ter taxa de juros variável



Enquanto o setor cobra a redução dos juros das linhas de crédito do próximo Plano Safra, o Governo não descarta a possibilidade de adotar o uso de taxa variável ao invés da fixa nos empréstimos concedidos ao campo. A informação é do secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, que nesta quarta-feira (14) se reuniu em Cuiabá com lideranças do agronegócio nos estados do centro-oeste.

No encontro, representantes da Famato, Faeg, Famasul e entidades da agropecuária mato-grossense (Acrimat, Ampa, Aprosoja), apresentaram ao representante do Ministério da Agricultura as principais demandas da região para o novo plano agrícola e pecuário, a ser lançado pelo governo no primeiro semestre deste ano. Entre os pedidos, a redução para 6% da taxa anual dos financiamentos para custeio agrícola, e para 5% das linhas consideradas estratégicas (programa ABC, PCA, Moderinfra e Inovagro).

Outra demanda foi o aumento dos limites de empréstimos por CPF, dos atuais 3 milhões para 5 milhões de Reais. Na avaliação do setor, o limite praticado hoje impede que quase 70% dos agricultores de Mato Grosso consigam pagar os custos da safra com os recursos oficiais. Segundo o Imea, um reflexo disso aparece na safra de soja que está em reta final da colheita no estado. Do total gasto no cultivo das lavouras (R$ 18,6 bilhões) apenas 14% foram custeados com dinheiro da União. Outros 19% saíram do bolso dos próprios agricultores e todo o restante (67%) precisou ser buscado no mercado (bancos privados, tradings e revendas) sob taxas mais elevadas.

Em entrevista ao Mercado & Companhia, Geller lembrou que o nos últimos anos o governo já elevou os limites de financiamento por produtor, de R$ 1,2 mi para os atuais R$ 3 mi por CPF, mas confirmou que vai levar a demanda adiante. Quanto à redução da taxa de juros – impulsionada pela queda da Selic – reforçou que “existe espaço para discutir esta redução” mas que seria “prematuro” arriscar algum número agora. “Estamos indo com bastante cautela”, comentou.

O alerta, no entanto, ficou sobre eventual adoção das taxas variáveis nos empréstimos – o que, na avaliação do próprio secretário – pode representar um risco para quem produz.


Confira a entrevista completa no vídeo.

#Famato #Faeg #Famasul #Acrimat #Ampa #Aprosoja #ABC #PCA #Moderinfa #Inovagro #Safra #Juros

0 visualização